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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Revisão de Redação - Os Esquemas Narrativos - Textos-modelo - Tipos de Discurso e Atividades

Atenção, Pessoal!!
Por enquanto esses exercícios valem para as turmas do Orlando Alves que estão revisando os Esquemas Narrativos. Os primeiros anos do Coronel não precisam imprimir, P O R E N Q U A N T O!!!! Depois que estudarmos o Manual, a gente chega lá. Tudo a seu tempo.

Em Taparuba, eu sei que o Josué vai reclamar do tanto de textos ("mas isso tudo, professora...blubla bla blublublubla blu blu, etc etc), o Pidoca vai torcer a cara, o Jean vai soltar uma piadinha abafada e o Hélio Júnior vai chorar por causa de dinheiro, mas no fim...
eu sei que vcs vão dar um jeito.

Então, mãos a obra!



O Incêndio

Ocorreu um incêndio na noite de ontem, no apartamento do sr. Marcos Fonseca.
No local moraavam o proprietário, sua esposa e seus dois filhos. Todos eles, na hora em que o fogo começou, tinham saído de casa e estavam jantando no restaurante em frente ao prédio. A causa do incêncio foi um curto-circuito ocorrido no precário sistema elétrico do velho apartamento.
O fogo despontou em um dos quartos que, por sorte, ficava na frente do prédio. O porteiro do restaurante, conhecido da família, avistou-o e imediatamente foi chamar o sr. Marcos, que ligou para o Corpo de Bombeiros.
Embora não tivessem demorado a chegar, os bombeiros não conseguiram impedir que o quarto e a sala ao lado fossem inteiramente destruídos pelas chamas. Não obstante o prejuízo, a família consolou-se com o fato de aquele incidente não ter tomado maiores proporções, atingindo os apartamentos vizinhos.


A Narração subjetiva
Texto modelo:

Com a fúria de um vendaval

Em uma certa manhã acordei entediada. Estava em minhas férias escolares do mês de julho. Não pudera viajar. Fui ao portão e avistei, três quarteirões ao longe, a movimentação de uma feira livre.
Não tinha nada pra fazer, e isso estava me matando de aborrecimento. Embora soubesse que uma feira livre não constitui exatamente o melhor divertimento do qual um ser humano pode dispor, fui andando, a passos lentos, em direção àquelas barracas. Não esperava ver nada de original, ou mesmo interessante. Como é triste o tédio! Logo que me aproximei vi uma senhora alta, extremamente robusta, discutindo com um feirante.
O homem, dono da barraca de tomates, tentava em vão acalmar a nervosa senhora. Não sei por que brigavam, mas sei o que vi: a mulher erguia os braços e com punhos cerrados, gritava contra o feirante. Comecei a me assustar, com medo de que ela destruísse a barraca e talvez o próprio homem, devida à sua fúria incontrolável. Ela ia gritando e se empolgando com sua raiva crescente e ficando cada vez mais vermelha, assim como os tomates.
De repente, no auge de sua ira, ela avançou contra o homem já atemorizado e, tropeçando em alguns tomates podres, caiu, tombou, mergulhou, esborrachou-se no asfalto, para o deboche do pequeno público que, assim como eu, assistiu aquela cena incomum.

Atividades - Tipos de discurso

1)Transforme o discurso direto em indireto e vice-versa, conforme discutido em sala:
a) __Hoje pretendo viajar __ afirmou a vendedora de cosméticos.
__Nesta cidade __ disse sua irmã __ as vendas estão cada vez mais difíceis.

b) O médico explicou à senhora que ela precisaria ter paciência. Ela respondeu ao doutor que sabia que o caso era grave, pois haviam lhe contado tudo sobre o estado clínico de seu marido.

c) __Neste momento estou me arrumando para ir até aí. Quero jogar basquete __disse o professor de Educação Física, pelo telefone.
__Quando você chegar, procure-me __pediu seu amigo.

d) O poeta, visivelmente emocionado, falou que havia três anos ele estivera naquela mesma casa e tinha encontrado aquelas pessoas pela última vez.

2) Leia o texto abaixo e, depois, reescreva-o, eliminando o discurso direto.

Depois de percorrerem mais de vinte e cinco lojas de sapatos, Sandra pergunta a uma de suas primas:
__Heloísa, será que você não consegue mesmo encontrar um par de sapatos que lhe agrade?
__Tenho a impressão de que vou achá-lo naquela loja da esquina __ respondeu a moça.
__Os meus pés já estão em carne viva __ reclamou Márcia.
Sandra, bastante contrariada, ameaçou:
__Ou você compra qualquer um mesmo, na loja da esquina, ou eu vou para casa. Já descemos a rua inteira. Estamos exaustas!
__Acho que as vinte lojas a que fomos não conseguem ter em seus estoques um sapato à altura do gosto requintado de nossa prima __ironizou Márcia.
__É melhor mesmo desistir. Vocês não têm paciência. Para fazer compras é preciso ter disposição __ comentou Heloísa.
Márcia, inconformada por ter andado inutilmente por mais de três horas, falou:
__Querida prima, nas suas próximas compras, em vez de nos convidar, convoque um time de basquete.
__Sim, praticantes de ginástica ou de atletismo, talvez. __emendou Sandra.
Neste exato momento, Heloísa arregalou seus olhos e soltou um grito de surpresa:
__Achei! Era aquele mesmo que eu queria! Ele estava ali o tempo todo __gritava ela, dando pulinhos de alegria e correndo na direção da loja.

3) Agora reescreva o texto abaixo, incluindo alguns trechos de discurso direto:

Um ato involuntário
Após assistir às aulas do cursinho, em seu primeiro dia de aula, Maria dirigiu-se ao ponto de ônibus.
Em volta do ponto havia dezenas de pessoas, alunos com seu material escolar na mão, à espera dos transportes coletivos que passavam por aquela imensa avenida. Aproximava-se o seu ônibus. Ao avistá-lo, notou que vinha superlotado e decidiu esperar por um outro veículo da mesma linha. Ele certamente passaria cinco minutos depois.
Ela estava no ponto, cercada por inúmeras pessoas, e não sabia que a maioria delas iria entrar nesse Ônibus abarrotado. De repente, quando o veículo parou, todos correram em direção à porta, carregando junto Maria. Ela, sem querer, impulsionada pelos outros que a circundavam, subiu a escadinha do ônibus, contra a sua vontade, tal o número de pessoas que a comprimiam.
Já dentro do veículo, ouviu a inútil solicitação do cobrador para que as pessoas dessem um passo aà frente. Nâo havia para onde ir, nem mesmo como se mexer, devido à superlotação.


Agora leia com atenção:

O DISCURSO INDIRETO LIVRE

• O discurso indireto livre é um tipo de discurso misto, em que se associam as características do discurso direto e do indireto.

• Dos três tipos de discursos, esse é o mais complicado. O que ocorre, nesse caso, é que a fala interior da personagem (as emoções, as ideias, os sentimentos, as reflexões) confundem-se com a fala do narrador de forma sutil, causando certa dúvida em relação a quem está falando (se o narrador ou a personagem). Portanto, na maioria dos casos, desaparecem os verbos de elocução( disse, perguntou, respondeu, etc) e os sinais de pontuação (travessões e dois pontos). Além disso, esse tipo de discurso é mais frequente com o foco narrativo na 3ª pessoa:

Veja o exemplo abaixo:

"Como nas noites precedentes, uma fila de agricultores se formou na porta de uma padaria e o padeiro saiu a informar que não havia pão. Por quê? Onde estava o pão? O padeiro respondeu que não havia farinha. Onde então estava ela? Os agricultores invadiram a padaria invadiram a padaria e levaram o estoque de roscas e biscoitos, a manteiga e o chocolate."
(Garcia de Paiva. Os agricultores arrancam paralelepípedos.)

No fragmento apresentado o autor reproduz a conversa entre um grupo de agricultores e um padeiro. Nas duas falas do padeiro temos o discurso indireto
(... o padeiro saiu a informar que não havia pão. / O padeiro respondeu que não havia farinha.).
Quando o narrador reproduz a fala dos agricultores, o faz da mesma forma com o qual eles se expressaram; o que constitui uma característica do discurso direto. Neste caso, tanto o discurso indireto, quanto o direto, não utilizam a pontuação tradicional do discurso. Mas há o emprego do verbo de elocução ou discendi (informar e respondeu).

• Temos, assim, uma estrutura de diálogo, em que se misturam formas do discurso direto e do indireto, criando consequentemente um modo de escrita intermediária entre eles: o discurso indireto livre. Eis outro exemplo:

"Sinhá Vitória desejava possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Doidice. Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podiam ter luxo? E estavam ali de passagem. Qualquer dia o patrão os botaria fora, e eles ganhariam o mundo, sem rumo, nem teriam meio de conduzir os cacarecos."
(Graciliano Ramos. Vidas Secas.)

• Nesse fragmento, o narrador nos fala do que estava pensando o personagem Fabiano a respeito do sonho de sua mulher a Sinhá Vitória. Mas, como a narrativa não vem marcada pelo verbo de elocução, nem pelos dois pontos e travessão, a fala do narrador, em certos trechos, confunde-se com a do personagem Fabiano


Obs.:
As informações foram recolhidas e adaptadas ao texto de: Branca Granatic. Técnicas de Redação. E de Rocha Lima, Gramática Normativa da Língua Portuguesa.

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O tópico sobre discurso indireto livre foi publicado por
Ricardo Sérgio
no Recanto das Letras em 08/03/2007
Código do texto: T405071

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