Professor por vocação

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sábado, 4 de junho de 2011

Eu amo meu país, mas é difícil ter que engolir um governador que chama HERÓIS de vândalos. Quem foi que elegeu esse homem, heim??

Bope reprime manifestação de mil bombeiros no Rio

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar invadiu na noite de sexta-feira e madrugada deste sábado, por volta das 6 horas, o Quartel Geral dos Bombeiros do Rio, no Centro, para reprimir o protesto de mil bombeiros que ocupavam, desde a noite anterior, a unidade. Com o uso de explosivos, os homens do Bope botaram abaixo o portão dos fundos do quartel e entraram detonando bombas de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. Houve muito tumulto e rajadas de tiros.

Os bombeiros tomaram o quartel geral da corporação para reivindicar aumentos salariais e melhorias nas condições de trabalho. De acordo com a PM, foram presos 439 manifestantes. O grupo decidiu entrar em greve de fome depois que foi levado para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. De acordo com o governador Sérgio Cabral (PMDB), todos vão responder a processos criminais e administrativos. É possível que sejam demitidos da corporação.

'Foi uma atitude irresponsável, intolerável e abominável', disse Cabral, que chamou os 439 presos de vândalos e anunciou a demissão do comandante-geral da corporação, coronel-bombeiro Pedro Marco Cruz Machado. Em seu lugar, será nomeado o coronel-bombeiro Sérgio Simões.

Mulheres e crianças que acompanhavam a manifestação ficaram feridas depois da invasão do Bope. Pelo menos cinco meninos foram levados para o Hospital Souza Aguiar, vizinho ao quartel ocupado, atordoados com as bombas. Eles foram atendidos e liberados. Uma mulher identificada Cléa Borges Menegueli, 27 anos, casada com um salva-vidas de Rio das Ostras, estava grávida e sofreu um aborto durante o confronto. Ela foi levada para o Hospital dos Bombeiros.

Apesar de haver bombeiros armados no local, os manifestantes não resistiram à ação da PM. Além do Bope, também participaram da operação o Batalhão de Choque, o Regimento de Cavalaria e a Companhia de Cães. Deputados estaduais e integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) afirmaram que a ação da PM foi truculenta e exagerada.

'Foi terrível o que aconteceu lá dentro. O Bope invadiu por trás, jogando bombas de gás e disparando balas de verdade. Tem carros dos bombeiros lá dentro arrebentados a bala', disse a deputada Janira Rocha (PSOL), que permaneceu ao lado dos manifestantes durante a madrugada. 'Se os bombeiros não estivessem em movimento pacífico e ordeiro poderia ter ocorrido uma tragédia', afirmou a parlamentar, exibindo cápsulas deflagradas de fuzil e pedaços de bomba de efeito moral.

Inicialmente, os bombeiros presos foram levados para a sede do Batalhão de Choque da PM. Um grupo de manifestantes que não foi detido reuniu-se do lado de fora do quartel e voltou a protestar. Houve tensão e a cavalaria da PM tentou isolar a nova manifestação. O grupo, que reunia cerca de 100 pessoas, gritava palavra de ordens contra o governador, o então comandante-geral da corporação e a Polícia. Eles também cantaram o Hino Nacional e o dos bombeiros.

Cabral permaneceu a manhã reunido no Palácio Guanabara com o seu vice, Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e outros integrantes da cúpula do governo. Depois do encontro, que durou mais de quatro horas, o governador deu uma curta entrevista coletiva em que negou que os bombeiros do Rio recebam o pior salário do Brasil e que a polícia tenha agido com excesso de força para expulsar os manifestantes do quartel-central da corporação.

'A ação foi equilibrada, estrategicamente estabelecida, para que, graças a Deus, não houvesse nenhuma vítima fatal', afirmou Cabral. 'Os bombeiros foram longe demais, passaram dos limites do aceitável. Não merecem estar nessa instituição. Serão depostos. Responderão criminalmente e administrativamente por isso', informou o governador.

Colaboraram Irany Tereza e Alessandra Saraiva


Só pra saber,,,
Os bombeiros que "não" recebem o pior salário do Brasil têm direito a um piso de 3500 reais que o governo do Rio não cumpre. Aliás, o sr Governador Sérgio Cabral, que deve ganhar os seus 30 mil, paga o excelentíssimo salário de 930 reais (aliás, o mesmo que ganham os professores de algumas partes do país) aos membros da corporação mais respeitada do Brasil, e diz que não negocia sob pressão.

Faz um favor pras famílias do Rio, Governador!!
PEDE PRA SAIR!!

É de revirar o estômago.

2 comentários:

  1. Por que o ato dos bombeiros cria um precedente perigoso

    Os bombeiros assim como qualquer categoria têm o direito de pedir melhoria salarial, ocorre que por servirem junto com a PM, sob regime militar, lhes é vetado o direto à greve. Nos últimos dias o que tenho visto no Rio é um circo. Uma categoria que vem sendo “doutrinada” por políticos faz meses, chega ao ponto de rasgar sua lei militar, invadir um quartel, ocupar e inutilizar viaturas.
    Ora, isso é inadmissível em um estado de direito. Imaginemos se médicos decidem fazer greve, invadir hospitais, furar pneu das ambulâncias e trancar as portas; E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos? Não obstante, teríamos ainda a possibilidade de Soldados do exército em greve, colocarem tanques para obstruir vias. Pergunto: Onde a sociedade vai parar? É esse o precedente que a sociedade deseja abrir com os bombeiros?
    Para que não corramos esse risco há uma legislação militar que rege as FFA, Bombeiros e a PM. Independente de qualquer pleito salarial, ela tem de ser respeitada. No momento em que a sociedade permitir que essa lei seja ignorada, estará pondo em risco sua própria ordem.

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  2. É complicado falar em lei e respeito quando as instâncias superiores não se dão ao respeito, amigo. é muito complicado ver como se trata os principais profissionais da pirâmide social no país, e eu falo não só da área de segurança, mas, como você mesmo sugeriu, pensemos na saúde e na educação, pra começar. Pense também no que desencadeou o ato de manifestação desses profissionais e em tudo o que cerca esse contexto. Pense nos anos e anos de desrespeito e bandalheira política, e em todos os adiamentos e propostas absurdas, pense nas famílias desrespeitadas... Ou melhor, pare de pensar. é claro que como profissional de educação e como cristã, eu não defendo, jamais, a violência, em qualquer nível. Mas como profissional brasileira, eu defendo o direito a luta por direitos, o que, infelizmente no Brasil, muitas vezes chega às raías do absurdo. "Independente de qualquer pleito salarial"??? Lamento,amigo... isso não existe quando se trata do sustento da família da gente. Principalmente pra gente honesta, que vive com 900 e poucos reais por mês. Eu questiono a sanidade de governantes que permitem que certas situações cheguem ao limite, porque militar, ou não militar... pai de família É pai de família.
    Valeu a participação.

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