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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uma prévia sobre a morte romântica...

Eu sempre achei que a morte era um fim muito trágico nos livros e que deveria estar reservado somente aos vilões, e como castigo. Mas é interessante pensar na morte vista pela visão dos escritores do Romantismo, por exemplo. Imagine o que era a morte para Edgar Allan Poe (ver: seminarioeua.blogspot.com), que idealizou inclusive um mensageiro pra ela? Ou se considerarmos "Heathcliff" e os Morros Uivantes de Emilly Brönte (ver:menininhasdosegundoano.blogspot.com), ou atualmente, Stephenie Meyer e o vampiro Edward, badaladíiiiiissimo...e com tanto de Romantismo nas veias (petrificadas, aliás). Ou ainda algum dos escritores brasileiros como Álvares de Azevedo e sua morte realmente precoce e pessoal com menos de 25 anos, e todas as vezes que pediu pra morrer em seus poemas...
E o suicidio de Werther (ver:romantismoalemao.blogspot.com), em 12 horas de agonia?
E os heróis que precisam morrer pra que nasça o mito?
Se alcançarmos os ideiais da Revolução Francesa, o que teria significado a morte de um ou de todos os mosqueteiros do Rei Louis XIV, ou mesmo a do arrogante e corajoso garoto D'Artagnan (ver:grupogga.blogspot.com)? O que há de romântico na morte do "Pequeno Príncipe"/ "Le petit prince" de Exupery (considerando-se que tendências não respeitam o tempo).
Tristão, Robin Hood ou Wilhiam Wallace, cujo tamanho era inferior aos de seus generais mas que era visto como um gigante pelos que não o conheciam. Imagine o que significou seu sacrifício aos olhos de seus comandados...
No mínimo uma Escócia liberta.
A morte é filosoficamente a verdade incontestável da vida, mas na literatura, ela serve a propósitos diferentes por isso deve ser vista sob vários olhares.
Como por exemplo o da curiosidade de quem me questionou sobre os padrões clássicos (aqueles muito aclamados antes do Romantismo) e, estudando a Grécia (ver:grupogcel.blogspot.com) descobriu tantos deuses lindos e horrendos, com seus comportamentos realmente humanos e mundanos, entrando em contato com a morte literária e levando-a pra dar uma volta no rio das almas, com direito a Caronte e Cérbero e Hades e as Parcas...
Filmes atuais, essencialmente românticos que falam do amor como forma de se superar a morte, e dela como um "deixar de existir", muito relativo, porque deixar de existir não significa deixar de amar.
O exagero do amor nos românticos se equivale ao sentir desesperado que não acomete os céticos, nem os ateus, nem os frios, nem os mortos...
Dizem que morrer é o fim...Para alguns literatos,em seus estilos particulares e inquestionáveis, ela é apenas "um detalhe"...
Porque o amor não morre...
Pelo menos não para os românticos.



"You have to do this... You have to do this for me...
Because What about me if you go to this night?"

Uma história de amor tem a ver com magia.
Ninguém surge do nada, sem dizer por que e simplesmente desaparece como se tivesse entrado com o vento pela janela entreaberta.
Sem explicações elas chegam...
Sem rastros, as pessoas imprescindíveis se vão...
Uma história de amor sugere confiança...
Tem a ver com estar ao lado, desde o momento em que ouvimos o vento soprando, até a hora em que a janela se fecha...
contra nossa vontade...

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