Professor por vocação

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domingo, 24 de julho de 2011

Estudo dos GÊNEROS TEXTUAIS - RETRATO OU PERFIL

Ok, galera,
Dentro do estudo dos gêneros textuais, nós precisamos aprender sobre” Retrato ou Perfil”.
São modelos de textos nos quais se descreve uma pessoa através de seus traços físicos e psicológicos. O site Infopédia considera que retrato é a representação visível (geralmente provisória) de pessoa, pela pintura, pelo desenho, pela fotografia, pela escrita ou através da oralidade. Como modo de expressão literária, o retrato constitui uma forma de descrição de pessoa ou coisa. Por vezes, aplica-se o termo à descrição de um ambiente ou época.
O retrato, enquanto descrição oral ou escrita, tal como sucede na pintura ou na fotografia, deve reproduzir não apenas a fisionomia ou as poses sobre um cenário, mas captar o carácter, a personalidade e a alma refletidos no olhar, nas feições, no gesto, na figura.
A retratística surge desde a antiguidade não apenas como género pictórico e escultórico, mas também na escrita. Com o Renascimento e a valorização do ser humano na sua individualidade, o retrato adquiriu bastante importância, sendo possível encontrar diversos príncipes, clérigos, nobres e burgueses a deixarem-se retratar. São retratos individuais, cuja função maior era mostrar a posição social da pessoa, mas há também os retratos de grupo para caracterizar a base social do estado, com retratos de casais e de grupos familiares ou de grupos sociais. Com a descoberta da fotografia, no século XIX, o retrato pictórico perdeu algum valor por aquela poder representar com mais fidelidade o indivíduo. É também nesse século que se observa, na escrita, a passagem do retrato romântico - vaporoso, diáfano e idealizado - para o retrato realista e naturalista - objetivo, pormenorizado, preocupado com a personalidade e o carácter.
(Como referenciar parte deste artigo:
retrato. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-07-25].
Disponível na www: )

Hoje, a gente vai aprender a escrever um retrato, ou traçar um perfil escrito. Mas não um perfil sintetizado como os que vemos nas revistas teen, e sim, um texto em parágrafos, com princípio, meio e fim, dentro das características do gênero, e com a marca pessoal de quem escreve.

Para isso, eu a Amanda Christina, que vocês já conhecem bem, escolhemos um ator americano, do qual nós duas gostamos muito, primeiro porque ele é realmente... digamos... notável (kkk) depois porque podemos começar com atores, cantores, ídolos, em geral, e daí, partimos pros escritores, filósofos, políticos, cientistas...

Amanda é fã incondicional da série “SOBRENATURAL”, todo mundo sabe disso, então a gente bateu um papinho no MSN sobre Jared Padalecki, o semideus que interpreta Sam Winchester, em todas as 7 temporadas da série. Pra complementar, eu coloquei umas fotinhas... só pro perfil ficar um pouco mais... visual. Segue aí!



Amanda:
o mãeeeeeeee!!
tá aí ainda??

Prof:
Tô, vamos lá. Com as pesquisas, descobrimos que Sam Winchester é interpretado por Jared Tristan Padalecki que é texano, da cidade de San Antonio, nasceu em 19/07/82 e tem, portanto,
29 anos, recém completos.



Amanda:
Hummm... Tristan, em português "Tristão", faz referência a uma lenda medieval sobre um guerreiro córnico bretão, que se apaixona pela princesa irlandesa Isolda, e acaba ganhando a mão dela num torneio, para o próprio tio, que o criou como filho. "Tristão e Isolda" é uma das mais belas histórias de amor da literatura ocidental e o filme é massa.
O cara é lendário até no nome.

Prof:
O nome perfeito para um homem “perfeito”.

Amanda:
E põe perfeito nisso. Ele tem um irmão mais velho, chamado Jeff, que é médico; e uma irmã mais jovem: Megan. Os pais, Gerald e Sharon, são os ídolos dele.

Prof:
Com 12 anos, Jared começou a ter aulas de atuação e entrou cedo pra rotina de filmagens.
Ele gosta de ler. O livro favorito é "The Great Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, que aliás, eu li na faculdade de Letras.



Amanda:
Ele gosta de quadrinhos tbm.

Prof:
Adora música, mas não é músico. Ouve Pearl Jam, Radiohead, Coldplay
Jack Johnson e David Gray
Vc sabe qual foi o papel de estreia dele na tv?

Amanda:
Sim. Dean Forrest num seriado chamado...

Prof:
Gilmore Girls
Eu vi, obcecadamente, até a 3ª temporada. As Gilmore Girls eram mãe e filha. Que nem nós...

Amanda:
Verdade!! Eu lembro.



Prof:
Jared interpretou o primeiro namorado da Rory, a Gilmore filha.

Amanda:
No Brasil, o seriado se chamava “Tal mãe tal filha”.

Prof:
Isso. Lembra dele? Do Jared?? Oh como ele era...



Amanda:
EU LEMBRO DELEEEE!!!!! Agora eu lembro. Lindooo.

Prof:
Kkkkkkk Pois é... Já era um gato naquela época. A Rory o trocou pelo sobrinho do dono do bar.

Amanda:
Desde novinha eu já era apaixonada por ele.

Prof:
Kkkkkk. Chorei dmais no dia q ela deu o fora nele por causa do Jesse.

Amanda:
Nem fala...Ele fazia um garoto lindo, romântico, meio nerd e bom caráter.

Prof:
É. Bem tipo ele mesmo. Bom, a celebridade favorita do Jared é Jennifer Love Hewitt

Amanda:
Ele é tão bom caráter que foi indicado pra um programa presidencial quando tava no colegial
Ele é mais alto que a maioria dos homens, tem 1,90, mas num perfil técnico, não é legal falar em números exatos. Diz-se... de estatura alta, ou de estatura mediana, ou baixa. No caso dele, tá na cara, né...
Ah!! Ele tm dois cachorros.

Prof:
Dois?? Nossa! Ele adora computadores. Gosta de cheeseburger, comida italiana, chocolate chip, cookie dough e sorvete.



Amanda:
Tô morrendo de rir da cara do Jensen Ackles na foto do site. Aliás, o Jensen que é ótimo ator, declarou que seu ator favorito é o Jared, parceiro dele.

Prof:
Kkkkk Jensen é um prazer a mais, na série.
O filme que o Jared mais gostou de assistir foi James Bond 007- Nighfire, ele gosta dos Simpson;
entre Britney Spears e Christina Aguilera ele prefere a Britney;
o melhor filme já produzido, na opinião dele foi Good Will Hunting.



Amanda:
Ele fez um filme com as gêmeas mais famosas do mundo e se tivesse de escolher entre Ashley e Mary Kate Olsen, ele ficaria com a Ashley.
O que será que isso nos diz sobre a personalidade dele?

Prof:
Ele se assume heterossexual e não tem problemas em apontar um homem que considera bonito: Brad Pitt. O lugar predileto dele é onde possa estar com a família. Namorou por muito tempo com a Sandra McCoy, mas desde fevereiro de 2010 está oficialmente casado com Genevieve Cortese (agora Genevieve Padalecki), a atriz que fez a Ruby na temporada 5 do Sobrenatural.




Amanda:
Meu Deus! Ele é super família

Prof:
É sim. Ele é de câncer, meu bem. Eu não acredito nisso, mas dizem que
todo canceriano costuma ser bom marido
porque é sensível, reservado e extremamente ligado à família.
Quando perguntado pelo perfil da mulher ideal
Jared respondeu: “Uma mulher que me atraia, mas tem que ser mais do que atração física. Eu quero uma garota que eu possa conversar e me divertir fazendo diversas coisas. Alguém que eu goste e que goste de mim. Ela tem que ter senso de humor e ser brincalhona. Alguém que se sinta confortável na sua própria pele.."
Em resumo
Ele é muito parecido com Sam Winchester. Talvez isso o ajude a compor o personagem.

Amanda:
Verdade.

Prof:
Ok, pessoal, é isso.
Não se esqueçam de que, para montar um texto retrato, você precisa introduzir abordando traços generalizados da pessoa, tipo, falando do trabalho, de quais razões a levaram a ser tão conhecida, do que ela fez de importante, etc, depois falar das características físicas; das psicológicas, e finalmente, concluir com observações de caráter geral que fechem o texto, com originalidade.

Amanda:
humrum

Prof:
Boa sorte, aí. Não se percam nas fotos. Elas só são... ferramentas pra ajudar nas características físicas. Quem faz o trabalho mesmo, são as palavras.
Se para a mostra, você optar em traçar o perfil de alguém, faça um ótimo trabalho na confecção do seu texto, valeu??
té mais!!

domingo, 3 de julho de 2011

Revisão pra prova de Inglês- 1ªA2 M - Cel Calhau -Simple Past Tense

Oi pessoal!!
Desculpem os longos espaços entre as postagens, mas é que eu realmente estou me dedicando ao curso de História. Não sabia que seria tão difícil organizar meu tempo, e nem que precisaria sacrificar tantos outros projetos, mas enfim... " a vida não é fácil" e eu devo me acostumar com isso.
Ok, pra atender principalmente aos pedidos da Mariana Assade e da Letícia, eu estou postando uns lembretes pra vocês e exercícios tbm. Espero que ajudem. Como toda ideia deve ser assinada, eu agradeço a colaboração de Adriene Pereira de Araújo (adrienearaujo@yahoo.com.br
Valeu demais a ajuda.

OBJETIVO:Esta lição abordará o Simple Past Tense,(o passado simples, do inglês), em todas as suas formas: interrogativa, negativa e afirmativa. Poderemos ver como formar o Simple Past tanto com verbos regulares como os irregulares e testar nosso conhecimento através dos exercícios, valeu??

No vídeo você terá alguns irregular verbs, em suas formas de passado simples. Preste atenção à escrita e à pronúncia.
Boa aula. Divirtam-se.



DID YOU CALL ME?

Reparou que nessa frase aparece o auxiliar DID? Este verbo auxiliar indica que a frase está no passado. Vejamos agora como usar o tempo passado!!
STRUCTURE

SIMPLE PAST- REGULAR VERBS

Ex.:

I called my brother.

We danced a lot last night.



SIMPLE PAST: nos verbos regulares o passado simples é formado por acrescentar D/ED no final do verbo.

VEJA O EXEMPLO ABAIXO:

You worked all day long.

NOTE: toda regra tem sua exceção, essa aqui não é diferente. veja o porquê:

1º- se o verbo for terminado em y e vier procedido de consoante, tira-se o y e coloca-se ied.

Ex.:

Cry= cried study= studied

2º- se o verbo for terminado em consoante /vogal/ consoante e a última sílaba for mais forte, então dobra-se a consoante e depois acrescenta-se ed.


Ex.:
Stop =stopped permit= permitted

3º- se os verbos terminarem em consoante /vogal/ consoante, mas a sílaba forte não for a última, neste caso não será necessário dobrar a consoante.

Ex.:

Open= opened develop= developed

até agora tudo ok! Afinal são apenas os verbos regulares. Mas vamos dificultar um pouco mais as coisas??!

SIMPLE PAST- IRREGULAR VERBS

I spoke with my friend yesterday.

You understood your teacher very well.

Nestas frases notamos mudanças na forma escrita do verbo.

IRREGULAR VERBS: estes não têm regras, cada um tem sua própria forma para o passado!!

Ex.: she came here last week.

Como e quando usar o simple past??

Ex.: Anne and John always danced together.

I studied Spanish last year.

The simple past is used when:

A) ações terminadas num passado definido.(1º exemplo)

B) ações habituais, comuns , feitas no passado.(2º exemplo)

O passado simples pode vir acompanhado de alguns advérbios de tempo, como:

yesterday

last week

last month

last year

last night

three years ago

INTERROGATIVE AND NEGATIVE FORM

(Afirmativa) You liked to eat this cake.

(interrogativa) Did you like to eat cake?

(negativa) You didn’t like to eat cake.

* Para a forma negativa e interrogativa é necessário o uso do auxiliar DID. Neste caso o verbo principal fica no infinitivo e sem o to.

Ex.:

I didn’t work on a ship last month.

We didn’t want to speak with you.

NEW VERBS

To carry= transportar, carregar
To wear= vestir, usar
To find, found= achar
To see, saw, seen= ver
To call= chamar

NEW WORDS

Ship=navio faculty= corpo docente
Together= juntos college= faculdade
Ago= atrás( tempo) first= primeiro
Pants= calças cheap=barato
Notice= aviso expensive= caro
News= notícias
NEW EXPRESSIONS
Expert= perito
Smart= esperto

ACTIVITIES

1) USE THE SIMPLE PAST IN THIS VERBS:
A) love=______________

B) use=______________

C) dance=_____________

D) stop=______________

E) talk=______________

F) study=_____________

G) need=_____________

H) see=______________

2) PUT THE SENTENCES INTO SIMPLE PAST
A) I want to go to church
________________________________________

B) We need to study a lot.
_________________________________________
C) Ane makes a chocolate cake.
_________________________________________

D) He stop to work this afternoon.
_________________________________________

E) I wear a beautiful dress today.
_________________________________________

3) PUT THE SENTENCES INTO NEGATIVE FORM:

A) She wore a new pants yesterday.
_______________________________________________

B) My father stopped to buy chocolate for me.
_______________________________________________
C) I saw my boyfriend yesterday.
_______________________________________________

D) Peter carried a lot of things in your car.
_______________________________________________

E) He found my old book.
_____________________________________________

4) PUT THE SENTENCE INTO THE INTERROGATIVE FORM:

A) we worked all day long.
_____________________________________________

B) They studied English last week.
_____________________________________________

C) You traveled last month.
_____________________________________________

D) You found my red dress.
_____________________________________________


LISTA DE ALGUNS VERBOS IRREGULARES

Nesta lição foram citados alguns verbos irregulares. Veja agora algumas traduções e suas formas tanto no passado como no particípio passado simples:

To be, was/ were, been= ser,estar

To become, became, become= tornar-se

To begin, began, begun= começar, iniciar

To bring, brought, brought= trazer

To buy, bought, bought= comprar

To choose, chose, chosen= escolher

To come, came, come= vir

To do, did, done= fazer

To eat, ate, eaten= comer

To find, found, found= achar

To give, gave, given= dar

To go, went, gone= ir

To have, had, had= ter

To leave, left, left= partir, deixar

To make, made, made= fazer

to run, ran, run= correr

to say, said, said= dizer

to see, saw, seen= ver

to sell, sold, sold= vender

to sleep, slept, slept= dormer

to speak, spoke, spoken= falar

Lembrem-se que a primeira forma é a do infinitivo impessoal, a segunda é a do passado e a terceira, a do particípio passado.

GABARITO



1)

A) loved

B) used

C) danced

D)stopped

E) talked

F) studied

G) needed

H) saw



2)

A) I wanted to go to church .

B) we needed to study a lot.

C) Ane made a chocolate cake.

D) he stopped to work.

E) I wore a beautiful dress yesterday.



3)

A) she didn’t wear a new pants yesterday.

B) my father didn’t stop to buy chocolate for me.

C) I didn’t see my boyfriend yesterday.

D) Peter didn’t carry a lot of things in your car.

E) he didn’t find my old book.



4)

A) did we work all day long?

B) did they study English last week?

C) did you travel last month?

D) did you find my red dress?

sábado, 4 de junho de 2011

Eu amo meu país, mas é difícil ter que engolir um governador que chama HERÓIS de vândalos. Quem foi que elegeu esse homem, heim??

Bope reprime manifestação de mil bombeiros no Rio

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar invadiu na noite de sexta-feira e madrugada deste sábado, por volta das 6 horas, o Quartel Geral dos Bombeiros do Rio, no Centro, para reprimir o protesto de mil bombeiros que ocupavam, desde a noite anterior, a unidade. Com o uso de explosivos, os homens do Bope botaram abaixo o portão dos fundos do quartel e entraram detonando bombas de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. Houve muito tumulto e rajadas de tiros.

Os bombeiros tomaram o quartel geral da corporação para reivindicar aumentos salariais e melhorias nas condições de trabalho. De acordo com a PM, foram presos 439 manifestantes. O grupo decidiu entrar em greve de fome depois que foi levado para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. De acordo com o governador Sérgio Cabral (PMDB), todos vão responder a processos criminais e administrativos. É possível que sejam demitidos da corporação.

'Foi uma atitude irresponsável, intolerável e abominável', disse Cabral, que chamou os 439 presos de vândalos e anunciou a demissão do comandante-geral da corporação, coronel-bombeiro Pedro Marco Cruz Machado. Em seu lugar, será nomeado o coronel-bombeiro Sérgio Simões.

Mulheres e crianças que acompanhavam a manifestação ficaram feridas depois da invasão do Bope. Pelo menos cinco meninos foram levados para o Hospital Souza Aguiar, vizinho ao quartel ocupado, atordoados com as bombas. Eles foram atendidos e liberados. Uma mulher identificada Cléa Borges Menegueli, 27 anos, casada com um salva-vidas de Rio das Ostras, estava grávida e sofreu um aborto durante o confronto. Ela foi levada para o Hospital dos Bombeiros.

Apesar de haver bombeiros armados no local, os manifestantes não resistiram à ação da PM. Além do Bope, também participaram da operação o Batalhão de Choque, o Regimento de Cavalaria e a Companhia de Cães. Deputados estaduais e integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) afirmaram que a ação da PM foi truculenta e exagerada.

'Foi terrível o que aconteceu lá dentro. O Bope invadiu por trás, jogando bombas de gás e disparando balas de verdade. Tem carros dos bombeiros lá dentro arrebentados a bala', disse a deputada Janira Rocha (PSOL), que permaneceu ao lado dos manifestantes durante a madrugada. 'Se os bombeiros não estivessem em movimento pacífico e ordeiro poderia ter ocorrido uma tragédia', afirmou a parlamentar, exibindo cápsulas deflagradas de fuzil e pedaços de bomba de efeito moral.

Inicialmente, os bombeiros presos foram levados para a sede do Batalhão de Choque da PM. Um grupo de manifestantes que não foi detido reuniu-se do lado de fora do quartel e voltou a protestar. Houve tensão e a cavalaria da PM tentou isolar a nova manifestação. O grupo, que reunia cerca de 100 pessoas, gritava palavra de ordens contra o governador, o então comandante-geral da corporação e a Polícia. Eles também cantaram o Hino Nacional e o dos bombeiros.

Cabral permaneceu a manhã reunido no Palácio Guanabara com o seu vice, Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e outros integrantes da cúpula do governo. Depois do encontro, que durou mais de quatro horas, o governador deu uma curta entrevista coletiva em que negou que os bombeiros do Rio recebam o pior salário do Brasil e que a polícia tenha agido com excesso de força para expulsar os manifestantes do quartel-central da corporação.

'A ação foi equilibrada, estrategicamente estabelecida, para que, graças a Deus, não houvesse nenhuma vítima fatal', afirmou Cabral. 'Os bombeiros foram longe demais, passaram dos limites do aceitável. Não merecem estar nessa instituição. Serão depostos. Responderão criminalmente e administrativamente por isso', informou o governador.

Colaboraram Irany Tereza e Alessandra Saraiva


Só pra saber,,,
Os bombeiros que "não" recebem o pior salário do Brasil têm direito a um piso de 3500 reais que o governo do Rio não cumpre. Aliás, o sr Governador Sérgio Cabral, que deve ganhar os seus 30 mil, paga o excelentíssimo salário de 930 reais (aliás, o mesmo que ganham os professores de algumas partes do país) aos membros da corporação mais respeitada do Brasil, e diz que não negocia sob pressão.

Faz um favor pras famílias do Rio, Governador!!
PEDE PRA SAIR!!

É de revirar o estômago.

domingo, 22 de maio de 2011

Atividade avaliativa - todas as turmas

Assista ao vídeo abaixo e reflita com sua família.



O IDEB do Orlando Alves é 4,3 e do Coronel 3.9.
Só a título de informação, se o salário base no RN é 930,00, aqui em Minas, continua sendo 545,00 apesar da greve do ano passado. O sistema de subsídio foi apresentado pelo governo, mas ele é apenas uma armadilha para impedir que a categoria consiga na justiça o piso de 1510,00 a que têm direito.
Muita coisa falta para que nosso índice esteja dentro do aceitável, mas isso depende de muitas coisas além da condição do professor, que não é o único envolvido no processo de ensino aprendizagem. Depois de assistir ao vídeo e considerando tudo que envolve o sistema educacional brasileiro, escreva um texto refletindo sobre o papel do aluno e da família, na busca por uma educação de qualidade. Lembre-se que à família também cabe exigir do sistema que as mudanças aconteçam.

Debateremos os resultados na sala.
bom trabalho e até lá.

sábado, 21 de maio de 2011

Roteiro para interpretação de textos e Textualização dos Discursos

Ok, pessoal!
Eu disse, essa semana´, que pra entender mais profundamente qualquer texto é preciso ficar ligado em alguns detalhes técnicos, que parecem chatos, mas que no fim das contas, são fáceis e aumentam muito o nosso alcance das ideias do autor. Detalhes que a UFV, por exemplo, deixa bem claros na cobrança de suas provas: em relação à reflexão linguística (as relações sintático-semânticas e discursivo-argumentativas presentes) e aos elementos de textualidade (coerência e coesão).

Pra ser bem direta, você deve aprender a reconhecer e a lidar com isso sem ficar assustado com esses nomes chiques, que no fundo, no fundo... só definem as relações entre as palavras e ideias que montam o corpo escrito e compreensível do texto.

Não se esqueça que reconhecer as variedades lingüísticas e os diferentes tipos de registros também. Isso é muito necessário.

Há um roteiro básico pra facilitar o seu trabalho interpretativo, com base nas indicações do CBC e nas provas das Federais (é claro que tudo está ligado porque as Universidades e os colégios federais são órgãos públicos, então nada mais justo do que seguirem as diretrizes que o governo determina para o "ideal" da educação pública quanto ao estudo dos diferentes domínios discursivos), tipo... quando você tiver um texto narrativo ou descritivo à sua frente, o que deve ser observado? Ou quando a estrutura do discurso for predominantemente injuntiva, ou expositiva ou argumentativa... como estamos vendo no Terceirao, e aí?

Bom, pessoal, eu não posso negar que esse estudo é analítico e cheio de detalhes. Mas se você tiver alguma paciência... tipo... paciência de Historiador em arquivo... acho que os textos não terão mais segredo.

Quando for interpretar, logo de cara, observe o contexto de produção, circulação e recepção do texto. Para isso, siga as orientações abaixo:

a) Identifique a situação comunicativa:
- o destinatário previsto a partir do suporte e da variedade linguística (+ culta/- culta) ou estilística (+ formal / - formal); isso, a partir das evidências, marcas, palavras e termos que se apresentam.Lembre-se que, tudo o que vc concluir deve ser provado por algo que esteja no texto.

-Identificar o tempo e o espaço (ambiente, cenário) da produção.

-Identificar o grau de intimidade entre os interlocutores (no caso, quanto de intimidade o autor tem com o leitor-destinatário).

b) Identificar o suporte de circulação (veículo através do qual o texto chega até o leitor: jornal, revista, internet, multimídia, etc) e a localização do texto dentro do suporte (capítulo, artigo integrante de livro, parte da revista, site, etc)

c)Identificar o contexto histórico-situacional do texto. Situá-lo no momento histórico de sua produção a partir de escolhas linguísticas (lexicais ou morfossintáticas) e/ou de referências (sociais, culturais, políticas ou econômicas) ao contexto histórico.

d) Identificar o gênero textual. Reconhecer o gênero de um texto a partir de seu contexto de produção, circulação e recepção.

e) Identificar o domínio discursivo a que o texto pertence(a tipologia textual em questão: narração, descrição, injunção, exposição, argumentação).
- Tente relacionar gênero textual, suporte, variedade linguística e estilística e objetivo comunicativo da interação.

f) Reconhecer o objetivo comunicativo (finalidade ou função sociocomunicativa) do texto. Para que aquele texto foi escrito? O que o autor pretendia, quando o escreveu?

g)Reconhecer as situações sociais de uso do texto / gênero e relacionar o gênero do texto às práticas sociais que o requerem.

h) Identificar as relações entre as variedades linguísticas utilizadas no texto e a situação comunicativa, o contexto de época, o suporte e as situações sociais.

i)Analisar mudanças na imagem dos interlocutores de um textom, em função da substituição de marcas dialetais, níveis de registro, jargão, ou gíria, por outros.

j) Reconhecer, em um texto, marcas da identificação política, religiosa, ideológica ou de interesses econômicos do produtor.

l) Selecionar informações para a produção de um texto sobre temas relacionados.

m)Identifique todas as informações da referência bibliográfica.

n)Quanto à operação de tematização:
- Justificar o título do texto e os subtítulos ou partes.

o)Reconhecer a organização temática do texto, identificando
- a ordem de apresentação das informações;
- o tópico (tema) e os subtópicos discursivos do texto.

p)Reconhecer pelo menos cinco informações explícitas no texto.

q)Apresentar, pelo menos cinco informações implícitas no texto (inferências, conclusões lógicas, fatos, dados, argumentos deduzidos, etc). Use sua capacidade de dedução).

r)Pesquisar sempre outros modelos de textos que falem do mesmo tema e traçar paralelos quanto ao tratamento desse tema pelos diferentes textos pesquisados.


No 3º ano e no 1º de Taparuba, a gente já começou a análise da "Textualização dos discursos". Quando eu escrevi isso no quadro, O Josué foi o primeiro a reproduzir o que todo mundo pensou. Ele disse; "Detestei esse título"

Eu estou acostumada às reclamações inteligentes do Josué, porque ele é um termômetro meio às avessas, mas resolvi que vocês deveriam se aprofundar um pouco, nesses conceitos. Esta é a publicação que eu prometi.

Para os 1º anos(os que ainda não começaram esse estudo) seguem as Textualizações dos discursos Narrativo, Descritivo e de Relato.
O 2º ano deve estudar os discursos Injuntivo e Argumentativo.
O 3º ano, os discursos Expositivo e Argumentativo. Divirtam-se:

8. Textualização do discurso narrativo
• Fases ou etapas:

• exposição ou ancoragem (ambientação
da história, apresentação de
personagens e do estado inicial da ação);

• complicação ou detonador (surgimento
de confl ito ou obstáculo a ser superado);
• clímax (ponto máximo de tensão do
conflito);
• desenlace ou desfecho (resolução do
confl ito ou repouso da ação; pode
conter a avaliação do narrador acerca
dos fatos narrados e, ainda, a moral da
história).
• Estratégias de organização:
- ordenação temporal linear;
- ordenação temporal com retrospecção
(flash-back);
- ordenação temporal com prospecção.
• Coesão verbal:
• valores do presente, dos pretéritos
perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito e
do futuro do pretérito do indicativo.
• Conexão textual:
- marcas lingüísticas e gráficas da articulação
de seqüências narrativas com
seqüências de outros tipos presentes
no texto.

• Textualização de discursos citados ou
relatados: direto; indireto; indireto livre.
• Coesão nominal (referenciação):
- estratégias de introdução temática;
- estratégias de manutenção e retomada
temática.

• Organização lingüística do enunciado
narrativo: recursos semânticos e
morfossintáticos mais característicos e/ou
freqüentes.

Textualização do discurso de relato

• Fases ou etapas do relato noticioso:

• sumário (título, subtítulo e lide): relato
sumariado do acontecimento (quem, o
quê, quando, onde, como, por quê);
• continuação do acontecimento noticiado
no lide: relato com detalhes sobre as
pessoas envolvidas, repercussões, desdobramentos,
comentários.

• Estratégias de organização:

• ordenação temporal linear;
• ordenação temporal com retrospecção
(flash-back);
• ordenação temporal com prospecção.

• Coesão verbal:
• valores do presente, dos pretéritos perfeito,
imperfeito, mais-que-perfeito, do
futuro do presente e do futuro do pretérito
do indicativo.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráfi cas da articulação
de seqüências de relato com seqüências
de outros tipos presentes no texto;
• marcadores textuais da progressão /
segmentação temática: articulações hierárquicas,
temporais e/ou lógicas entre as
fases ou etapas do discurso de relato.

• Textualização de discursos citados ou
relatados:
• direto;
• indireto;
• resumo com citações.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada
temática.

• Organização lingüística do enunciado de
relato: recursos semânticos e morfossintáticos
mais característicos e/ou freqüentes.

10. Textualização do discurso descritivo

• Fases ou etapas:
• introdução do tema por uma forma nominal
ou tema-título no início, no fi m ou
no curso da descrição;
• enumeração de diversos aspectos do
tópico discursivo, com atribuição de propriedades
a cada um deles;

• relacionamento dos elementos descritos
a outros por meio de comparação ou
metáfora.

• Estratégias de organização:
• subdivisão;
• enumeração;
• exemplifi cação;
• analogia;
• comparação ou confronto;
• outras.

• Coesão verbal:
• valores do presente e do pretérito imperfeito,
do pretérito perfeito e do futuro
do indicativo.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráfi cas da articulação
de seqüências descritivas com
seqüências de outros tipos presentes no
texto;
• marcadores textuais da progressão/ segmentação
temática: articulações hierárquicas,
temporais e/ou lógicas entre as
fases ou etapas do discurso descritivo.

• Textualização de discursos citados ou
relatados:
• direto;
• indireto;
• indireto livre.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada
temática.

• Organização lingüística do enunciado
descritivo: recursos semânticos e morfossintáticos
mais característicos e/ou
freqüentes.

Textualização do discurso expositivo

• Fases ou etapas:
• constatação: introdução de um
fenômeno ou fato tomado como
incontestável;
• problematização: colocação de questões
da ordem do porquê ou do como;
• resolução ou explicação: resposta às
questões colocadas;
• conclusão-avaliação: retomada da
constatação inicial

• Estratégias de organização:

• defi nição analítica;
• explicação;
• exemplifi cação;
• analogia;
• comparação ou confronto;
• causa-e-conseqüência;
• outras.

• Coesão verbal:
• valores do presente do indicativo e do
futuro do presente do indicativo;
• correlação com tempos do subjuntivo.

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráfi cas da
articulação de seqüências expositivas
com seqüências de outros tipos
presentes no texto;
• marcadores textuais da progressão/
segmentação temática: articulações
hierárquicas, temporais e/ou lógicas
entre as fases ou etapas do discurso
expositivo.

Textualização do discurso argumentativo

• Fases ou etapas:
− proposta: questão polêmica, explícita
ou implícita no texto, diante da qual
o locutor toma uma posição;
− proposição: posicionamento favorável
ou desfavorável do locutor em relação
à proposta, orientador de toda
a argumentação;
− comprovação: apresentação de provas
que sustentam a proposição do
locutor, assegurando a veracidade ou
validade dela e permitindo-lhe chegar
à conclusão;
− conclusão: retomada da proposta e/
ou uma possível decorrência dela.

• Estratégias de organização:

• causa-e-conseqüência;
• comparação ou confronto;
.Concessão restritiva;
− exemplifi cação;
− analogia;
− argumentação de autoridade;

Coesão verbal:
− valores do presente do indicativo e
do futuro do presente do indicativo;
− correlação com tempos do subjuntivo.

• Conexão textual:
− marcas lingüísticas e gráfi cas da articulação
de seqüências argumentativas
com seqüências de outros tipos
presentes no texto;
− marcadores textuais da progressão/
segmentação temática: articulações
hierárquicas, temporais e/ou lógicas
entre as fases ou etapas do discurso
argumentativo.
• Textualização de discursos citados ou
relatados:
− direto;
− indireto;
− paráfrase;
− resumo com citações.
• Coesão nominal:
− estratégias de introdução temática;
− estratégias de manutenção e retomada.

• Organização lingüística do enunciado
argumentativo: recursos semânticos e
morfossintáticos mais característicos e/ou
freqüentes no enunciado argumentativo.

13. Textualização do discurso injuntivo

• Fases ou etapas:
• exposição do macrobjetivo acional:
indicação de um objetivo geral a ser
atingido sob a orientação de um plano
de execução, ou seja, de um conjunto de
comandos;
• apresentação dos comandos:
disposição de um conjunto de ações
(seqüencialmente ordenadas ou não) a
ser executado para que se possa atingir
o macrobjetivo;
• justifi cativa: esclarecimento dos motivos
pelos quais o destinatário deve seguir os
comandos estabelecidos.

• Estratégias de organização:
• plano de execução cronologicamente
ordenada;
• plano de execução não
cronologicamente ordenada.

• Coesão verbal:
• valores do modo imperativo e seus
substitutos (infi nitivo, gerúndio e futuro
de presente).

• Conexão textual:
• marcas lingüísticas e gráfi cas da
articulação do discurso injuntivo com
outros discursos e seqüências do texto;
• marcadores textuais da progressão /
segmentação temática: articulações
hierárquicas, temporais e/ou lógicas
entre as fases ou etapas do discurso
injuntivo.

• Textualização de discursos citados ou
relatados: direto; indireto; resumo com
citação.

• Coesão nominal:
• estratégias de introdução temática;
• estratégias de manutenção e retomada
temática.
• Organização lingüística do enunciado
injuntivo: recursos semânticos e
morfossintáticos mais característicos e/ou
freqüentes.

Imprimam e leiam com muitaaaaaaaa atenção. Na sala a gente conversa melhor.
Até lá.

domingo, 8 de maio de 2011

Intertextualidade... Um primeiro momento

Esta semana, nos 1º anos, a gente vai começar a falar sobre “Intertextualidade”.
É um assunto interessantíssimo, mas que exige inteligência e percepção.

Segundo a prof. Alfredina Nery* os textos conversam entre si e é preciso entender essa conversa.
# Para entender o que é o conceito de "intertextualidade", um exemplo divertido. O jogo do "não confunda": Não confunda "bife à milanesa" com "bife ali na mesa",
# Não confunda focinho de porco com tomada,
# Não confunda "força da opinião pública" com "opinião da força pública".

Como se vê, é possível elaborar um texto novo a partir de um texto já existente, é assim que os textos "conversam" entre si. Mas não é possível entendermos a referência de um texto a outro, se não conhecermos o texto citado. É comum encontrar ecos ou referências de um texto em outro. A essa relação se dá o nome de intertextualidade.

Para entender melhor a palavra, pense em sua estrutura. O sufixo inter, de origem latina, se refere à noção de relação (entre). Logo, intertextualidade é a propriedade de textos se relacionarem.
Intertexualidade na poesia
Veja como Chico Buarque de Holanda, um dos mais importantes compositores brasileiros, utiliza a intertextualidade em uma canção sua. Em "Bom Conselho", ele faz referências a provérbios populares.

Provérbios populares

Canção de Chico Buarque

“Uma boa noite de sono combate os males”

“Quem espera sempre alcança”

“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço"

“Pense, antes de agir”

“Devagar se vai longe”

“Quem semeia vento, colhe tempestade”


Bom Conselho
(Chico Buarque)
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
(Chico Buarque, 1972)

Chico Buarque inverte os provérbios, questionando-os e olhando-os sob outro ângulo, atribuindo-lhes novos sentidos.

Há vários exemplos de intertextualidade na literatura. Veja, a seguir, como Ricardo Azevedo brinca com o famoso poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade.

Quadrilha

Quadrilha da sujeira

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

(Carlos Drummond de Andrade)


João joga um palitinho de sorvete na
rua de Teresa que joga uma latinha de
refrigerante na rua de Raimundo que
joga um saquinho plástico na rua de
Joaquim que joga uma garrafinha
velha na rua de Lili.
Lili joga um pedacinho de isopor na
rua de João que joga uma embalagenzinha
de não sei o quê na rua de Teresa que
joga um lencinho de papel na rua de
Raimundo que joga uma tampinha de
refrigerante na rua de Joaquim que joga
um papelzinho de bala na rua de J.Pinto
Fernandes que ainda nem tinha
entrado na história.

Ricardo Azevedo (”Você Diz Que Sabe Muito, Borboleta Sabe Mais”, Fundação Cargill)

Enquanto um texto trata do amor não correspondido, por meio da comparação com uma dança (quadrilha), o outro critica o mau hábito de jogar lixo na rua - e mostra como as pessoas prejudicam as outras.

A intertexualidade também é um recurso comumente utilizado pelas crônicas de jornal. Abaixo, veja como José Roberto Torero utiliza uma frase famosa dita por um personagem de Shakespeare. A frase quer dizer, em poucas palavras, que há muita coisa na vida que não compreendemos.

Shakespeare
Deuses do futebol: Urucubaco

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia."


Olímpico leitor, divinal leitora,
há mais coisas entre o céu dos deuses e a terra do futebol do que sonha a nossa vã crônica esportiva.
Determinadas situações do jogo e certas fases pelas quais os times passam não são, como pensam alguns, obra do acaso. Ao contrário, são uma manifestação da vontade de seres superiores, seres que controlam a nossa vida desde o dia em que o Caos gerou a Noite.

(trecho de crônica de José Roberto Torero, Folha de S.Paulo, em17/9/02-pag.D3)

Intertextualidade implícita
Agora, leia o poema a seguir, que aliás, foi uma das questões da prova aberta do vestibular da UFMG, 2010, e veja como ele se parece com um outro tipo de texto...

Receita de herói

Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim
Serve-se morto.

(Reinaldo Ferreira em "Portos de Passagem" - João Wanderley Geraldi, São Paulo: Martins Fontes, 1991)

Ao falar do como se faz um herói, o poeta usa elementos de uma receita de cozinha. Analise, por exemplo:

# os verbos que indicam ordem (imperativo): "Tome-se", "Embeba-se-lhe", "Agite-se", "toque-se", "Serve-se";
# o advérbio de modo: "lentamente", ou seja, o "modo de fazer", próprio das receitas culinárias;
# em geral, a receita de cozinha termina com a expressão: "Serve-se... (gelado ou frio ou quente etc.). O último verso do poema retoma essa forma da receita, mas o faz de uma maneira realista ou crítica, isto é, um herói "Serve-se morto."

O poema de Reinaldo Ferreira faz uma referência "implícita" às receitas culinárias - a referência não é clara, direta, a nenhuma receita em específico, mas o modo como o texto é construído lembra as tais receitas.

Para terminar, outro exemplo interessante, também de Drummond. Ele fala da "medicalização" do mundo moderno, por meio da criação de palavras que lembram os nomes de diversos remédios...

Receituário Sortido

Calma.
É preciso ter calma no Brasil
calmina
calmarian
calmogen
calmovita.

Que negócio é esse de ansiedade?
Não quero ver ninguém ansioso.
O cordão dos ansiosos enfrentemos:
aspiran!
ansiotex!
ansiex ansiax ansiolax
ansiopax, amigos!


Algumas intertextualidades são famosas e reincidentes nas aulas de literatura. Por isso, eu não vou fazer questão de ser original, e pretendo, como todo mundo, falar do exemplo “clássico” de Renato Russo e de seu “Monte Castelo” absurdamente sensível. É claro que vamos falar de novo dos Engenheiros do Havaí e de Dom Quixote, depois, mas por hora, os meus alunos sabem que precisam ler o cap 10 do livro didático, antes de tudo.
Para servir de exemplo pra quem vai interpretar os sonetos de Camões, Bocage e Gregório nos seminários, eu fiz uma breve análise do soneto que o Renato usou pra compor Monte Castelo, misturando as definições de amor de Camões e de São Paulo, o apóstolos, no cap 13 da célebre carta à Igreja de Corinto. Aquele trecho que fala da caridade...
E o que é a caridade, senão um dos disfarces do amor??

O sonêto 11 de Luiz Vaz de Camões, foi adaptado musicalmente pelo grupo "Legião Urbana". A forma original da música Monte Castelo nos dá uma definição de amor originalmente baseada no soneto e no texto bíblico escrito pelo apóstolo Paulo, na 1ª carta aos Coríntios, cap 13.

Monte Castelo



Legião Urbana
Composição : Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.

É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
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Quanto à poesia...

Soneto 11
(Luiz Vaz de Camões)
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor

O soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”, de Luís Vaz de Camões, trata de um conceito de amor na concepção neoplatônica, e acentua o dualismo entre o sensível e o inteligível, a matéria e o espírito, o finito e o infinito, o mundo e Deus.
O soneto todo é uma definição poética do amor, no qual Camões tenta elucidar o indefinível e explicar o inexplicável, usando imensos contrastes como caracterização de um “mistério”. Segundo o poeta, o Amor é um tipo de ideal superior, perfeito e único, que não almejamos, mas que sentimos sem pedir, sem querer, sem ter escolha...
Amamos como seres imperfeitos e insignificantes, incapazes de entender a grandeza do sentimento, apresentado em sensações físicas comparadas à emoções espirituais. Existe no poema a incerteza da concretização, que é característica do platonismo (quando um dos pólos ama sozinho, incondicionalmente e sem pedir nada em troca).
A natureza paradoxal do amor fica evidente, e é ressaltada por enunciados antitéticos nos quais a segunda parte de cada verso funciona como complemento da primeira, e enfatiza a aproximação de realidades distintas. O aspecto material, sensível “ferida que dói e não se sente” aproxima-se da substância imaterial “ dor que desatina sem doer”, e assim segue, culminando com a indagação final que se refere à essência contraditória do amor.
Pode-se dizer que a forma do soneto evoca o jogo renascentista típico, e desvenda a arte do autor – centrada na capacidade de pensar profundamente mistérios insondáveis da sensibilidade humana, transformados em atos cotidianos. Isso é Camões.



I Coríntios, 13



“Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine.

Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria.

Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me fizesse escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria.

O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.

O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá.

Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar. Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido.

Atualmente permanecem estas três: a fé, a esperança, o amor. Mas a maior delas é o amor.”

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os poemas para os seminários dos 1º Anos

1 - Camões:
a) Amor é fogo que arde sem se ver
b) O dia em que eu nasci moura e pereça
c) Eu cantarei de amor tão docemente
d) Quem diz que Amor é falso ou enganoso
e) Tanto de meu estado me acho incerto
f) Erros meus, má fortuna, amor ardente
g) Enquanto quis Fortuna que tivesse

2 – Bocage:
Lírico:
a) Chorosos versos meus desencontrados
b) Incultas produções da mocidade
c) Fiei-me nos sorrisos da ventura
d) Camões, grande Camões, quão semelhante
e) A frouxidão no amor é uma ofensa
f) Já Bocage não sou... À cova escura
g) Meu ser evaporei na lida insana

Satírico
a) Nariz, nariz e nariz
b) Magro, de olhos azuis, carão moreno
c) Lá quando em mim perder a humanidade

3) Gregório de Matos

Sonetos líricos e satíricos:
a) À Cidade da Bahia
b) Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia
c) Contemplando nas cousas do mundo desde o seu retiro, lhe retira com o
seu apage, como quem a nado escapou da tormenta
d) Queixa-se o poeta da plebe ignorante e perseguidora das virtudes
e) Aos principais da Bahia chamados os Caramurus
f) A certa personagem desvanecida
g) Pondera agora com mais atenção a formosura de D.Ângela
h) Rompe o poeta com a primeira impaciência querendo declarar-se e
temendo perder por ousado
i) Pergunta-se neste problema qual é o maior, se o bem perdido na posse, ou o
que se perde antes de se lograr? Defende o bem já possuído
j) Namorado, o poeta fala com um arroio
k) A um penhasco vertendo água
l) Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem

Agora é só procurar os poemas...
Boa sorte aí, galera!!